26 abril, 2006

Aventuras na Ilha

Tô aqui em Florianópolis a uns dias já, arrumando o apartamento, conseguindo telefone e internet (a ultima ta difícil conseguir). Nada que fosse digno de postar aqui. Até hoje.

Estava eu em uma lan house dos arredores, quando o rapaz disse que eu precisava sair. O estabelecimento estava fechando, às oito da noite. Tudo bem, fui pagar o tempo que eu tinha ficado, quando abro a minha carteira e dezenas de moedas voam em todas as direções. Tudo bem, um pouco de vergonha pra passar nunca e demais. Mas a minha ma sorte não terminou ai.

Então me dirijo a outra lan house, em busca de mais da minha dose diária de internet, atravessando o campus da universidade, pra cortar caminho. Tudo muito obscuro, meio deserto, mas não me deixo abalar. De repente, um garoto muito mais alto e forte do que eu resolve atravessar a rua na minha direcção. "To morto", penso eu, "serei roubado, espancado, violado e humilhado aqui". Mas o individuo apenas me pergunta se eu tenho bala pra vender. "Tudo bem, menos mal, o cara só ta procurando drogas pra comprar". Digo que não e começo a minha explicação de sempre, meio constrangido, dizendo que sou novo aqui e não faço idéia. Mas ele me interrompe, explica que não é esse tipo de bala nao, "Tipo Halls mesmo. Sabe o que é, eu vou encontrar a minha namorada pela primeira vez aqui (!) fui em tudo que e lanchonete por perto, mas tá tudo fechado (!!)". Coitado. Ou era cego ou não procurou direito. Mas lamento por ele e sigo em frente.

Quase saindo dos limites da universidade, ouço cães latindo. Me viro para admirar os famosos e simpáticos cães da UFSC brincando, mas o que eu vejo não e nada simpático. Uma matilha de cães vem a toda velocidade na minha direção, babando e latindo em plenos pulmões. Paralisado (de surpresa, mais que medo, sempre me dou bem com cães), tento pensar que não é comigo e espero eles passarem reto e me deixarem em paz. Mas eles querem a mim, meu sangue, minha carne, minhas pernas expostas pela minha bermuda. Vejo um Chevette passando e decido atravessar a rua na frente dele, para espantar os cães. Grito para os cães e saio correndo. Olho para trás e um par deles ainda me segue. Corro até um ponto de ônibus, pratico algumas manobras dignas de “Le Parkour” e eles perdem o interesse em mim. Paro, olho ao redor para verificar se ninguém presenciou esse acontecimento vergonhoso e não vejo ninguém. Continuo andando, portanto, e após dois pares de passos, um Chevette, lotado, passa do meu lado businando. Uma garota, muito espirituosa por sinal, coloca a cara pra fora da janela e late. Que amigável!

Finalmente consegui chegar a tal lan house e aqui estou, digitando isso num teclado mal configurado, então me perdoem por qualquer falta de assentos e demás erros naum intenssionais.

3 comentários:

Anónimo disse...

uiaaaaaaa
queria ver isso! a parte do chevete e da garota latindo, meeeeeeeeee uiahuaih desculpa mas foi engraçado
hehe
;*

uma das Sheylas. disse...

Hahahaha!

Que tudo! Se começou assim, sugiro que mantenha um diário...

1) Saberemos tudo o que aconteceu antes de você morrer;
2) Você pode publicar e ficar ricooo!!

:*

Anónimo disse...

AHUEUAHE que bizarro cara, passo sufoco aheuhae abraços